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China – Tibet – Lhasa

Finalmente Tibet!

A “paisagem” mais conhecida de Lhasa

Chegamos em Lhasa de tarde e sinceramente o ar rarefeito não nos permitiu fazer muita coisa além de procurar um caixa eletrônico e comer. Além é claro de subir 5 andares de escadas do hotel!

Apesar de alguns elogios ao Yak Hotel na internet, eu não gostei muito, achei o café da manhã super fraco e subir 5 andares de escada só se tornou menos extenuante no último dia.

Só para constar Lhasa está a nada mais nada menos que a 3.490 metros de altitude, a cidade mais alta do Brasil é Campos do Jordão com meros 1.628 metros. É inevitável se sentir mal nos primeiros dias, eu por exemplo senti dor de cabeça e cansaço logo na chegada, mas depois de um banho e uma boa noite de sono já me senti bem melhor e a dor de cabeça eu só sentia quando fazia movimento bruscos. Meu irmão no primeiro dia não reclamou de nada, mas no segundo dia teve dor de cabeça e cansaço. Cada um tem reações em tempos diferentes, mas é bem normal se sentir estranho.

Chegamos às vésperas do ano novo Tibetano, ou seja, às vésperas do fechamento do país para estrangeiros, isso mesmo, o Tibet fecha em algumas épocas do ano para estrangeiros, só chineses conseguem entrar na região nesse período. Fique atento quando estiver programando uma viagem para lá, como você vai precisar da ajuda de uma agencia para conseguir o permit de entrada eles te informarão o período que o país se encontra fechado para estrangeiros.

Por conta do ano novo Tibetano (que não coincide com o Ano-Novo Chinês) a cidade estava tomada pelo exército chinês, blindados passando várias vezes ao dia pelas ruas e soldados por todos os lados, é estranho como essa “segurança” pode gerar certa sensação de insegurança.

O Tibet é bem diferente da China, costumo dizer que gostei mais de lá do que da China, talvez por eles serem budistas e terem alguns comportamentos diferentes como por exemplo não escarrarem o tempo todo. Eu achava exagero a reclamação das pessoas sobre os chineses ficarem escarrando, mas chega uma hora que é nojento ouvir alguém escarrando o tempo todo em qualquer lugar que você está. E isso é bem menos no Tibet, provavelmente pela cultura budista que escarras no chão alimentam maus espíritos (ou algo assim) aprendi isso nas 1001 visitas que fiz a monastérios lá.

Outra coisa diferente em Lhasa é que a maioria das pessoas entendem inglês, podem não falar super bem, mas entendem e é mais fácil se virar, provavelmente por receberem muitos turistas e a proximidade da Índia, no centro da cidade e no hotel consegui me comunicar bem com as pessoas.

Aproveitei também para fazer uma massagem tibetana com massagistas cegos, por menos de R$20,00 tive uma hora de massagem maravilhosa, vale a pena experimentar.

Manteiga de Yak

Experimentei hamburguer de Yak, chá de Yak e a manteiga. O chá achei terrível, super gorduroso e um gosto forte muito estranho, já o hamburguer e a manteiga achei normal, gosto forte, mas bem saboroso.

Todos os passeios de Lhasa se resumiram a conhecer monastérios e mais monastérios,  Lhasa é quase como o Vaticano para o budismo tibetano, então prepare-se para descobrir muitas coisas sobre o budismo, meu guia era budista então ele explicoou várias coisas que eu não fazia ideia dessa religião.

No próximo post vou mostrar os monastérios que conheci, parecem todos meio iguais na verdade e só tem fotos externas, não é permitido tirar fotos internas.

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