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Tibet – Lhasa – Monastérios e templos

O primeiro templo que visitamos foi o mais famoso deles o Potala Palace, praticamente o Vaticano do budismo tibetano. Quem assistiu 7 anos no Tibet vê que esse monastério era a casa do Dalai Lama quando ele ainda vivia no Tibet. É enorme, um palácio gigante cheio de salas e capelas.

Potala Palace

Subindo o Potala Palace

Janelas do Potala Palace

O Potala Palace é pintado todos os anos e antigamente era usado leite de yak para pintá-lo. Ao redor dele ficam vários peregrinos dando voltas e fazendo suas preces.

Depois, bem no centro de Lhasa pertinho do hotel, fomos conhecer o Templo Jokhang, esse templo fica bem no coração da cidade e em torno dele além de pessoas dando voltas e fazendo suas preces tem uma feirinha com várias barraquinhas.

De verdade eu não sei diferenciar um templo de um monastério, para mim tudo é muito parecido, exceto é claro pelas estátuas de um deus aqui, um budah ali, mas pra mim é difícil guardar exatamente por que esse ou aquele monastério é mais importante, cada um tem sua caracterítica assim como as igrejas para nós, mas certamente todas essas capelas e templos que visitei são todas parecidas para mim como as igrejas da Itália para um budista. Não é permitido tirar foto de dentro dos templos.

Dentro do templo Jokhang

Em torno do templo Jokhang.

Entrada do tempo Jokhang

Vista do templo Jokhng para a praça

No dia seguinte fomos no monastério Drepung. Lá tem a maior cozinha do Tibet, um forno enorme e um monte de ‘tonéis’, não sei se é esse o nome, para armazenar o chá de manteiga de yak. Quando entrei nessa cozinha me senti entrando no túnel do tempo, uma coisa bem medieval mesmo, apesar que medieval é um adjetivo bem ocidental, mas essa é a única palavra que eu consigo descrever essa cozinha, entrar lá foi como se o tempo tivesse parado.

Monastério Deprug

Monastério Deprug

Monastério Deprug

No monastério Sera eu não entrei, apenas assisti ao debate dos monges. Um trechinho do que eu vi lá.

Debate dos monges no monastério Sera

Entrada para o Monastério Sera.

O debate dos monges é uma coisa bem intrigante porque eles  parecem super empolgados e você não entende absolutamente nada. Queria muito entender o que eles tão debatendo, disse meu guia que são coisas filosóficas e bastante profundas, mas eles parecem ser algo divertido, nada de tão sério ou leve.

O monastério estava fechado para visita, mas na entrada tinha um desenho que meu guia fez questão de explicar todinho o Bhavacakra. Pena que não consegui tirar uma foto decente para mostrar aqui.

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China – Tibet – Lhasa

Finalmente Tibet!

A “paisagem” mais conhecida de Lhasa

Chegamos em Lhasa de tarde e sinceramente o ar rarefeito não nos permitiu fazer muita coisa além de procurar um caixa eletrônico e comer. Além é claro de subir 5 andares de escadas do hotel!

Apesar de alguns elogios ao Yak Hotel na internet, eu não gostei muito, achei o café da manhã super fraco e subir 5 andares de escada só se tornou menos extenuante no último dia.

Só para constar Lhasa está a nada mais nada menos que a 3.490 metros de altitude, a cidade mais alta do Brasil é Campos do Jordão com meros 1.628 metros. É inevitável se sentir mal nos primeiros dias, eu por exemplo senti dor de cabeça e cansaço logo na chegada, mas depois de um banho e uma boa noite de sono já me senti bem melhor e a dor de cabeça eu só sentia quando fazia movimento bruscos. Meu irmão no primeiro dia não reclamou de nada, mas no segundo dia teve dor de cabeça e cansaço. Cada um tem reações em tempos diferentes, mas é bem normal se sentir estranho.

Chegamos às vésperas do ano novo Tibetano, ou seja, às vésperas do fechamento do país para estrangeiros, isso mesmo, o Tibet fecha em algumas épocas do ano para estrangeiros, só chineses conseguem entrar na região nesse período. Fique atento quando estiver programando uma viagem para lá, como você vai precisar da ajuda de uma agencia para conseguir o permit de entrada eles te informarão o período que o país se encontra fechado para estrangeiros.

Por conta do ano novo Tibetano (que não coincide com o Ano-Novo Chinês) a cidade estava tomada pelo exército chinês, blindados passando várias vezes ao dia pelas ruas e soldados por todos os lados, é estranho como essa “segurança” pode gerar certa sensação de insegurança.

O Tibet é bem diferente da China, costumo dizer que gostei mais de lá do que da China, talvez por eles serem budistas e terem alguns comportamentos diferentes como por exemplo não escarrarem o tempo todo. Eu achava exagero a reclamação das pessoas sobre os chineses ficarem escarrando, mas chega uma hora que é nojento ouvir alguém escarrando o tempo todo em qualquer lugar que você está. E isso é bem menos no Tibet, provavelmente pela cultura budista que escarras no chão alimentam maus espíritos (ou algo assim) aprendi isso nas 1001 visitas que fiz a monastérios lá.

Outra coisa diferente em Lhasa é que a maioria das pessoas entendem inglês, podem não falar super bem, mas entendem e é mais fácil se virar, provavelmente por receberem muitos turistas e a proximidade da Índia, no centro da cidade e no hotel consegui me comunicar bem com as pessoas.

Aproveitei também para fazer uma massagem tibetana com massagistas cegos, por menos de R$20,00 tive uma hora de massagem maravilhosa, vale a pena experimentar.

Manteiga de Yak

Experimentei hamburguer de Yak, chá de Yak e a manteiga. O chá achei terrível, super gorduroso e um gosto forte muito estranho, já o hamburguer e a manteiga achei normal, gosto forte, mas bem saboroso.

Todos os passeios de Lhasa se resumiram a conhecer monastérios e mais monastérios,  Lhasa é quase como o Vaticano para o budismo tibetano, então prepare-se para descobrir muitas coisas sobre o budismo, meu guia era budista então ele explicoou várias coisas que eu não fazia ideia dessa religião.

No próximo post vou mostrar os monastérios que conheci, parecem todos meio iguais na verdade e só tem fotos externas, não é permitido tirar fotos internas.


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China – Xi’an – Lhasa

E nossa viagem de trem para o Tibet que deveria ter saíde Xi’an acabou não saindo de Xi’an exatamente, mas sim  de uma cidade próxima que eu acho que seja Baoji. A empresa de turismo não conseguiu tickets saindo de Xi’an para Lhasa, só tinha tickets de Chengdu para Lhasa, o trem passa por Baoji uma cidade próxima, daí pegamos o trem lá. A agência providenciou nossa chegada até Baoji com o mesmo guia e motorista, foi sem problemas.

Foi em Xi’an que eu peguei nossos Tibet Travel Permit. O “visto” especial para entrar no Tibet, a agência já havia me mandado por e-mail, mas o guia de Xi’an nos entregou o original.

Permit para entrar no Tibet

Como vocês podem ver nada mais é do que um papel com um monte de coisas escritas em chinês… Não dá pra entender muita coisa. Eles pedem esse permit quando você entra no trem, só dão uma olhada e te devolvem, no trem eu entreguei as cópias e os originais só entreguei para o meu guia quando cheguei em Lhasa.

Tem todo um processo quando você entra no trem, entrega os tickets, eles pedem esse permit e seu passaporte (se me lembro bem), eles ficam com seu ticket te entregam um cartãozinho azul.

A passagem de trem

O cartãozinho azul

Esse 6 e 20 são o número da sua cama e da sua cabine, quando estiver chegando as mocinhas virão pegar o seu cartão e devolver seu ticket, não faço ideia do que é de fato esse cartão.

Bom, de Xi’an até Lhasa são 33 horas ou algo próximo disso, depois de tanto tempo dentro do trem eu já nem sabia mais (e pouco me importava) que horas eram quando chegamos em Lhasa.

Além de tanto tempo dentro do trem ainda passamos mais um perregue, lembra que não conseguimos sacar dinheiro em Xi’an? É, faltou para as refeições no trem, levamos alguns biscoitinhos, salgadinhos, mas nada se compara a refeições, né? Mas pensando bem, mesmo se tivessémos mais dinheiro para as refeições não seriam assim tão melhores, a comida do trem não era nenhuma maravilha, refeições ok, mas nada de extraordinário. Não deixamos de fazer nenhuma refeição elas eram apenas limitadas… Se normalmente pedíamos arroz e mais uns 3 pratos, dessa vez só foi o arroz e 1 prato. Eu fiquei de boa, mas acho que meu pai e meu irmão passaram um pouco de fome. É, e não aceitam cartão dentro do trem… Só dinheiro mesmo.

No trem você tem 2 opções de comida, no vagão restaurante e um tipo de marmita que a uma moça passa com um carrinho vendendo, infelizmente não lembro o preço dessa marmita. Ah, no trem também tem torneira de água quente, claro, se você quisesse podia levar seu cup noddles.

Uma das coisas mais irritantes do trem são os fumantes! As pessoas fumam o tempo todo! Ok que elas podem não fumar dentro da sua cabine, mas mesmo elas indo no banheiro ou naquelas conexões entre os vagões não adianta nada o cheiro de cigarro se espalha e me incomodou bastante, no vagão restaurante as pessoas também fumavam, era bem chato isso. Só quando passamos de Goldmun e a altitude já estava há mais de 2 mil metros o pessoal começou a diminuir o cigarro.

Os banheiros eu diria que são passáveis, até um pouco melhor do que eu imaginava, de verdade esperava que depois de um tempo eles ficassem impossíveis de usar, que nem os de avião da classe econômica ficam no fim de viagens mais longas, mas não, eles mantiveram o padrão do começo ao fim.

Nesse site http://www.chinatibettrain.com você vê a rota do trem e fotos, elas são bem fieis a realidade! Inclusive, de quando eu viajei e hoje o site melhorou!

O corredor do vagão.

Paisagem da janela do trem de dentro da cabine.

Dentro da cabine, na cama debaixo.

Na estação de Lhasa

A viagem é cansativa, chega a entediar, mas não me arrependo achei que valeu a pena, mas só volto a fazê-la um dia (se voltar) quando os cigarros forem proibidos dentro do trem!