Algum lugar do Planeta

Viagens pelo mundo


Deixe um comentário

Voando Qatar Airways

A Qatar Airways foi considerada por 2 anos consecutivos como a melhor companhia aérea do mundo pelo Skytrax World Airline Awards. E lá fui eu fazer meu voo para Cingapura por ela, aproveitei e passei 2 dias em Doha.

20070806_qatar-airways

Quando eu disse para alguns amigos que iria voar de Qatar eles disseram que seria ótimo, eu fiquei um pouco desconfiada pois pra mim classe ecônomica é classe ecônimica e é tudo um galinheiro de gente. E infelizmente não estava enganada.

De verdade, comparando com TAM, a British e a Cathay (todas que já voei para Ásia ou Europa) não achei a Qatar muito diferente não, aliás a TAM se não me engano é a única que oferece 3 tipos de comida no jantar (frango, carne e massa) nenhuma das outras tinham as 3 opções, eram apenas 2. Comida de avião é comida de avião, não vi nada de extraordinário e aqueles assentos insuportavelmente apertados, para mim que sou pequena, não mudou muito de uma companhia para outra, pra mim a diferença é tão sutil que nem notei, talvez para pessoas mais altas a diferença pode ser mais significativa.

Aquele kit viagem a TAM e a Qatar tem os melhores, oferecem meia, escova de dentes, máscara, pente, mas confesso que raramente uso alguma dessas coisas que eles oferecem…

Acho que a quantidade de filmes, videos e etc da Qatar é bem maior em relação as outras, mas eu também dificilmente consigo assistir 1 filme inteiro, então, várias opções para mim não faz muita diferença.

Como vocês podem ver não sou uma pessoa muito exigente, juro que eu trocava vários filmes, várias opções de comida e bebida, travesseiro e kit viagem por uma poltrona que inclinasse como as poltronas de ônibus (e nem tô pedindo as poltronas de ônibus leito). Acho absurda a diferença que existe entre a classe econômica e a executiva, tenho certeza que é possível fazer alguma coisa intermediária entre as 2 classes e não ser tão torturante para o viajante, só que suspeito que a ganância das companhias aéreas não permite. Enquanto isso chegamos quebrados em qualquer destino depois de passar uma noite ou um dia sentados sem poder esticar as pernas.

Anúncios


7 Comentários

Impressões de uma ex-babá que viajou com uma família

Pois bem, depois do post polêmico do blog Viajando com filhos sobre viajar levando babás, resolvi escrever o meu post, já que eu tenho uma experiência sobre o assunto. Depois que terminei a faculdade (de geologia) e não encontrava o emprego do sonhos resolvi estreiar meu passaporte europeu (sim, tenho cidadania italiana) e ir passar um tempo por lá. Missão número 1 aprender italiano, já que ser cidadã italiana e não saber falar a língua é muito feio, né?

Passei 4 meses na Itália e fui pra Londres tentar dar uma melhorada no meu inglês e como o custo de vida lá é altíssimo (e na época ainda 1 libra valia quase 6 reais) aceitei um trabalho de babá. Era temporário, a família tava indo pra Grécia passar férias (2 semanas em Mykonos) e a babá que ia originalmente ficou doente, a babá que cuidava das crianças e morava com a família não podia ir por que estava ilegal no país e portanto não podia sair da Inglaterra. Bom, Londres tem brasileiros a pencas e a gente conhece um, conhece outro e no fim a minha amiga que ia (mas arranjou um emprego melhor) perguntou se eu não topava, lá fui eu…

grecia 048

Foi meio bizarro porque eu fui conhecer a família e as crianças numa quarta-feira e na sexta-feira viajei com eles. Estranho você levar uma completa desconhecida para uma viagem de 15 dias para cuidar dos seus filhos, né? Bom, eu achei. Eram 2 meninos, 1 de 1 ano e 4 meses e outro de 3 anos (se não me falha a memória).

Ficamos hospedados no Saint John, um hotel 5 estrelas na beira da praia com serviço não muito bom (isso foi em 2005, pode ser que tenha melhorado).

grecia 008

Bom, tudo isso foi só para contextualizar, vamos para o objetivo principal desse post, como uma família greco-inglesa trata sua babá numa viagem.

Antes de viajar, no dia que eu passei com eles em casa, a mãe me perguntou se eu precisava de algo para viajar, tipo roupa, biquini, mala, etc Bom, eu tinha acabado de voltar de uma viagem da Sardegna e sou brasileira que adora praia, não precisava de nada. A babá das crianças me emprestou um maiô que ela tinha e nunca tinha usado, usei um dia e desisti, era muito calor pra usar maiô naquele lugar, usei meu biquini brasileiro mesmo e ninguém falou nada.

O arranjo dos quartos foi uma bagunça (por isso o serviço do hotel deixou a desejar) a mãe tinha solicitado na reserva 2 quartos próximos, mas quando chegamos lá os quartos eram em andares diferentes! Depois de uma noite separados em que dormimos eu, a mãe e o filho maior num quarto e o pai e o menor em outro, conseguimos 2 quartos que tinham ligação pelo jardim, era como se fosse um quintal e eu e o menino maior dormíamos num quarto e o casal e o pequeno em outro.

grecia 003

Na hora de comer não existia regras, só no café da manhã, íamos todos juntos (acho que o melhor café de hotel que já vi na vida), eu me servia, enchia o prato até não poder mais pra não precisar levantar de novo, todo mundo comia junto e quando eu  terminava e via que o menor também já tinha terminado saia da mesa para passear com ele e deixava o resto da família comendo. Almoço e janta não tinham regras, mas na maioria das vezes ou eu pedia o que queria ou então eram pratos grandes que serviam todos. Mas geralmente eu comia depois, pois eu tinha que sair da mesa para dar comida para o pequeno, ele ficava muito ansioso na presença dos pais (pasmem!) e simplesmente não conseguia comer com eles por perto, acreditem se puderem… Nas noites que os pais saiam e me deixavam no hotel com as crianças eu pedia comida no quarto, eu mesma ligava e pedia (só que teve uma vez que o hotel simplesmente esqueceu de mandar! Um dos motivos que eu falei que o serviço não era muito bom).

grecia 029

Eles já estavam acostumados a viajar com babás e me ofereceram uma noite off para sair em Mykonos, só que eu estava sozinha, mega cansada e sabia que no outro dia as crianças estariam lá para me solicitar bem cedo, então dispensei, afinal, eu tava ali a trabalho, não posso negar…

Teve uma tarde que eles me deram algumas horas para eu poder acessar internet do hotel e finalmente eu pude mandar notícias para minha família. O mais difícil desse trabalho é ficar 24 horas disponível, você não tem folga das pessoas nem elas de você, acho difícil saber lidar com isso bem, tanto para os patrões como para os empregados.

Outra coisa que eles sempre faziam também quando passávamos o dia na praia era no fim da tarde perguntarem se eu queria nadar um pouco, entrar na água sozinha e talz, geralmente eu tava tão cansada e de saco cheio que nem aceitava, queria voltar logo pro hotel fazer aquelas crianças dormirem e ter paz!

grecia 017

Bom, agora fugindo um pouco o assunto do blog e comentando o post do Viajando com filhos, eu achei o post totalmente desnecessário! A maneira como você trata seus empregados e o que acha certo e errado em relação a isso é problema seu, não vejo por que ficar compartilhando publicamente, quer conversar com as amigas sobre isso, ok, mas um post sobre o que fazer e o que não fazer é muito exagero.

Relação empregados x família é muito complicado, se você trata sua empregada/ babá como alguém da família, legal, mas será que ela também se sente assim sabendo que tá ali só por que você paga ela? Por mais que essa família me tratasse super bem (não tenho mesmo do que reclamar pois pra mim era claro que eu estava a trabalho) eu não era da família deles, eu tava ali por dinheiro não por que gostasse deles e adorasse ficar com os filhos deles (aliás o filho mais velho me odiava), a minha maior lição dessa experiência foi que eu queria estar naquele lugar com a MINHA família, não com uma família de desconhecidos que me pagava para estar ali.

Acho que a pergunta não é levar ou não uma babá numa viagem, se isso é certo ou errado, se ela deve ou não comer a mesma comida que você, se ela deve que ficar num quarto sozinha ou consumir bebidas do frigobar, a pergunta para mim vem antes: você está disposta a ser mãe em tempo integral? Se a resposta é sim, trabalhe menos, fique com seu filho e coloque-o na escola onde as pessoas são treinadas para ficar com ele algumas horas do dia. Se a resposta for não, repense se você quer mesmo ser mãe, porque se nem nas horas vagas (nas viagens) você consegue dar conta sozinha do seu filho, o caso é bem sério… Não tô dizendo que babás são totalmente dispensáveis, elas são necessárias em vários momentos, mas se você precisa dela até para uma viagem de fim de semana é melhor repensar a maternidade.